ter de novembro de 2009
Arquitetura das emoções
| Categorias: Arquitetura
Hoje, cada vez, mais estamos nos adequando a um novo modo de vida, no qual o tempo e a segurança são determinantes e tudo gira em torno do relógio e do stress das responsabilidades. Vendo a necessidade de uma melhor qualidade de vida, a arquitetura se propõe a oferecer espaços graciosos e práticos facilitando a vida das pessoas. Notamos isso nos novos empreendimentos imobiliários que sofreram modificações radicais nos últimos vintes anos.
Goiânia é um exemplo destas transformações. Nas primeiras décadas da fundação da cidade, a arquitetura dos edifícios residenciais era bem diferente, a inexistência das áreas de convivência e integração era evidente, a rigidez das formas e a ausência das áreas de lazer, levavam as pessoas aos bancos das praças. A realidade hoje é outra; as habitações, tanto unifamiliares como coletivas, estão abertas ao convívio social, com áreas de lazer completas, verdadeiros clubes totalmente integradas ao verde, porém cercadas de câmeras de seguranças e muros altos.
Sensibilizada pelo livro do filósofo Alain de Botton, A Arquitetura da Felicidade, onde o autor nos convidada a repensar a relação da arquitetura com o ser humano, vimos aqui reforçar o questionamento: “A arquitetura pode influenciar ou até mesmo direcionar a vida das pessoas, ou as pessoas é que moldam a arquitetura?”
Creio que não temos como identificar quem vem primeiro. O que podemos fazer como arquitetos é proporcionar ambientes agradáveis onde as pessoas possam sentir a felicidade e o prazer da vida.
A autora desse post é Eneida Silva, arquiteta na Frater Arquitetura.